Entidades habilitadas pela Secretaria do Trabalho iniciam cursos de qualificação no Estado
A formação profissional é a via pela qual os trabalhadores incorporarão conhecimentos teóricos, técnicos e operacionais relacionados à produção de bens e serviços, por meio de processos educativos desenvolvidos em diversas instâncias.
Assessoria de Comunicação
Dando início ao Plano Nacional de Qualificação (PNQ), A secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Renda de Alagoas, habilitou 20 entidades para executar os cursos de qualificação profissional com o desafio de lutar contra o desemprego no Estado, priorizando pessoas desempregadas a partir de 16 anos com o objetivo de incluí-las social e profissionalmente no mercado de trabalho.
Os cursos de qualificação e aperfeiçoamento oferecidos pelas entidades contratadas são dirigidos a trabalhadores e trabalhadoras que queiram desenvolver competências profissionais reconhecidas no mercado de trabalho ou atualizar, ampliar ou complementar as adquiridas na formação profissional ou no trabalho. Com carga horária de 200h, cada turma terá em média 20 alunos.
Diariamente, cerca de 500 pessoas procuraram à diretoria de qualificação para realizar inscrições em vários cursos, o mais procurado foi o de informática básica. Algumas pessoas que já estão inseridas no mercado e querem agregar valor a sua mão-de-obra, procuraram cursos de requalificação.
No total, 2.357 pessoas serão qualificadas com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e Governo do Estado. Para o secretário Regis Cavalcante, essa é uma grande oportunidade para que os trabalhadores possam ingressar amanhã no mercado de trabalho. “A qualificação profissional é a bola mestre para que se encontre espaço de trabalho no mundo atual”.
Mecânica de auto, confeitaria, eletricista de auto, eletricista industrial, informática, eletricista residencial, promotor de vendas, auxiliar administrativo, operador de empilhadeira, porteiro de edifício, marcenaria, artesanato, confecção, produção de alimentos, auxiliar de escritório, marketing e vendas, plantio e aproveitamento da mandioca, industrialização de doces, fabricação de produtos de limpeza e corte e costura, são alguns dos cursos. Juntando todo o Estado de Alagoas e a capital de Maceió, serão oferecidos 83 cursos de qualificação.
A qualificação de um indivíduo é sua capacidade de resolver rápido e bem os problemas concretos mais ou menos complexos que surgem no exercício de sua atividade profissional. Segundo a diretora de qualificação profissional Rita Romeiro, o trabalhador qualificado eleva sua escolaridade.
Rita explica que a qualificação é o instrumento que possibilita ao trabalhador e trabalhadora identificar e avaliar o conjunto de saberes e competências. “O trabalhador e trabalhadora deve ter a capacidade de iniciativa, de está aberto a inovações, de trabalhar em equipe e, principalmente, se capaz de resolver os problemas da empresa. Essas técnicas, eles irão adquirir durante os cursos. Daí a importância para uma empresa ter um funcionário qualificado e do próprio funcionário se qualificar”.
“Com a qualificação profissional, ganha a organização, o trabalhador e o Estado. Esse é o grande tripé. A qualificação é a grande ferramenta da política pública que possibilita a inclusão social e gera o desenvolvimento econômico para o Estado”, afirma a diretora de qualificação profissional Rita Romeiro.
Segundo o Art. 8º da Resolução 333 do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) § 1º, Em quaisquer segmentos/categorias indicados no caput, terão preferência de acesso aos programas do Plano Nacional de Qualificação (PNQ), pessoas mais vulneráveis economicamente e socialmente, particularmente os/as trabalhadores/as com baixa renda e baixa escolaridade e populações mais sujeitas às diversas formas de discriminação social e, conseqüentemente, com maiores dificuldades de acesso a um posto de trabalho (desempregados de longa duração, afro-descendentes, índio-descendentes, mulheres, jovens, portadores de deficiência, pessoas com mais de 40 anos e outras), tendo como referência a proporção destas populações na População em Idade Ativa (PIA).
A qualificação é a solução
Com um mercado de trabalho bastante exigente, para conseguir um trabalho muitas vezes é importante, além de estudo, desenvolver algumas habilidades específicas e ter um conhecimento prático de como determinadas rotinas de trabalho funcionam. Para atender a esta demanda existem cursos de qualificação profissional, que abrem caminho para novas frentes de trabalho.
Segundo uma pesquisa recentemente realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que verifica quais setores econômicos há carência de trabalhadores com qualificação e experiência profissional, constata-se que a indústria é o setor que sofre maior carência, apesar de ser a responsável pela demanda mais elevada do contingente de trabalhadores qualificados e com experiência profissional que a oferta atualmente disponível na condição de procura por trabalho.
A pesquisa afirma que em 2007, tem-se como expectativa a geração de 1,592 milhão de novos empregos com carteira assinada no Brasil. Em contrapartida, a quantidade de trabalhadores qualificados e com experiência profissional disponíveis deve-se situar em 1,676 milhão em todo o país.
O saldo que resulta da demanda de emprego formal em relação à oferta de mão-de-obra qualificada e com experiência profissional atinge o montante de 84 mil indivíduos que excedem às necessidades dos postos de trabalho regulamentados. Noutras palavras, o contingente nacional de trabalhadores qualificados com experiência profissional sem oportunidades de serem ocupados no ano de 2007.
Mas a situação se diferencia no âmbito das grandes regiões geográficas do país. No Norte, Sul e Centro-Oeste, faltam trabalhadores qualificados e com experiência profissional, enquanto nas regiões Sudeste e Nordeste, que são as mais populosas do país, sobram trabalhadores preparados para ocupar empregos formais.
Se a referência for o contingente de trabalhadores com baixa ou sem qualificação e experiência profissional, estimado em mais de 7,5 milhões de pessoas para o ano de 2007, o excedente de mão-de-obra é extremamente expressivo. Os maiores estoques de trabalhadores com baixa ou sem qualificação e experiência profissional, estão situados nas regiões Sudeste e Nordeste.
O Nordeste responde por quase 27% da oferta nacional de mão-de-obra desconectada dos requisitos demandados pelos empregadores. Em resumo, percebe-se que somente 18,3% do total das pessoas que procuram por trabalho no Brasil apresentam condições adequadas para imediatamente atender ao perfil dos empregos atualmente abertos no país.
No que diz respeito à oferta de trabalhadores com qualificação e experiência profissional (1,676 milhão) segundo atividade econômica, nota-se a forte ênfase do setor terciário. Os serviços, por exemplo, concentram a maior parcela da mão-de-obra qualificada e com experiência profissional (36,9% do total), com 618.623 trabalhadores, seguido do comércio e reparação de produtos (25,3%), com 424.083 trabalhadores.
É necessário aprender a aprender, condição indispensável para poder acompanhar as mudanças e avanços cada vez mais rápidos que caracterizam o ritmo da sociedade moderna, competências essas exigidas não só do trabalhador, mas também do indivíduo e do cidadão.



